por Nícolas Vargas, editor-chefe da Nazco

A primeira, na verdade, é uma banda estadounidense de Minneapolis, chamada Poliça, mas a graça dela, fora invencionices como o suingue de duas baterias simultâneas, é sua compositora e vocalista, Channy Leaneagh. A voz dela, doce, parece cantar a trilha sonora de uma versão mais legal da vida da gente.

Juana Molina era uma atriz argentina das mais famosas e respeitadas em terras portenhas. Era, porque largou tudo pra virar cantora. Dedilhado ao violão que esculpe uma estrada gostosa para viajar, letras existenciais e, porra, vai se foder, ela é argentina e o jeito dela de falar espanhol é uma vitória por si só.

Vendo de um jeito raso, a parisiense Juliette Katz tem ginga parecida com a de músicos brasileiros de boteco. Mas sua voz é fundamentalmente mais suave, afinada e original do que grande parte dessa rapaziada e o som é recheado de sutilezas que falam para aquele lado do seu cérebro que quer esquecer que pensa.