Quantas ressacas, dores de corno e inconformismos afins arderam em mim ao som de Nina Simone e Aretha Franklin. Saudades de ouvir duas das mulheres da minha vida do jeito que elas mereciam: com dor e um sorriso na cara. Águas passadas.

Daí me aparece Zara McFarlane, essa fada londrina do jazz e soul dos 2010. Ela lançou o feitiço e eu aceitei sem resistência. Sua voz tem cheiro de noite, conversa boa e coração batendo suave e impreciso, como paixão de ocasião.

É o tipo de música que torna você uma pessoa pior se não ouvir.

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