Penúltimo dia, sendo que passaremos metade do último no aeroporto ou voando. Tudo bem. O fim nos acompanha por toda a vida. A beleza também. E assim tem sido essa viagem: bonita.
Hoje começamos o dia de rolê com uma caminhada pela Avenida de Mayo até a praça do Congresso a fim de comer em um restaurante peruano chamado Chan Chan, que fica na Hipolito Yrigoyen, ali pertinho. Pois bem, lá fomos. E foi assaz bueno.

pratos, todos DO SENHOR CARALHO (dividimos três entre quatro pessoas): pescado ao queijo fundido, lomo saltado e galinha picante com molho cremoso
Após o deleite com a culinária andina, caminhamos até a Casa Rosada. No caminho, novamente pela Avenida de Mayo, aproveitei para fotografar alguns silks que a rapaziada politizada, com toda razão, distribui pela paredes e calçadas daqui. Em especial, uma me tocou. Taí embaixo.
Foda, né? Desde minha vó, literalmente, as redes de prostituição arrastam jovens mundo afora. Como é possível isso existir até hoje dessa forma quase escravocrata? E tem quem pague por um serviço desse naipe. O mesmo cidadão que usa álcool gel sempre que pinta oportunidade.
Pensa aí.
Vou tomar um sorvete.

paramos na Olímpica, uma heladeria antiga na Avenida de Mayo, para conhecer o sorvete de lá. Achei chocolate amargo e doce de leite estonteantes, mas um tanto menos leitoso que os outros que provei. Persicco segue com seu reinado
Chegamos à Casa Rosada.
Dali, após sabermos que as visitas rolam só aos sábados e domingos, camelamos até Puerto Madero. Legal. Vale a pena ver que o poder público, aqui como no Brasil, é capaz de revigorar uma área outrora condenada, com algum planejamento e visão. Vale muito essa letra para os centros antigos de quase todas as grandes cidades da América Latina.
Penúltimo dia, pá, resolvemos fazer várias paradas num dia só, daí tomamos um táxi até o cemitério da Recoleta a fim das viejas verem o túmulo da Evita (se não sabe quem foi Eva Peron, vá à merda, não sem antes dar um google). E lá saquei uma das fotos da minha vida. Mira.
Arrasei, mas ver um monte de mausóleus, por mais cheios de frufru que sejam, é um passeio idiota. Faz pensar sobre a finitude da porra toda, mas é, em si, uma ideia meio sem pé nem cabeça. Pelo menos estávamos acompanhados de dezenas de pessoas dando o mesmíssimo rolê.
A fim de compensar as horas caminhando por essa maravilha do post mortem, decidimos tomar mais uma vez um táxi e nos deslocar astutamente até Palermo Soho. Tomar um edificante “te” da tarde era questão de honra e Sa Giara era o lugar.
Após horas rangando e falando da vida, volvemos ao hotel. E daqui não saímos.
E tá bom demais, beijo na testa.
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