por Nícolas Vargas, editor-chefe da Nazco, diretor do Trolalá MTV, fazedor de conteúdo audiovisual, wébico e popular brasileiro
Lançaram o lineup do Lollapalooza com várias bandas iraaadas e é muito simples assistir a esses shows: basta desembolsar uma pequena fortuna de meio milhar de reais cinco meses antes do festival acontecer, mesmo sem saber ainda como vai rolar a divisão de atrações entre os dias do festival.
Normal reclamar disso, não? O assunto dá pano pra manga.
Mas tem quem ache que não tem cabimento reclamar de algo que é pago com a lógica infálivel, principalmente na ótica paulistano-não-bole-com-minha-farra-cheia-de-bom-gosto-e-atitude: se você não tem plata ou não quer pagar pra ver o festival, oras, cala a boca e não reclama.
Afinal, quem você pensa que é?
Eu?
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A Hebe morreu, o país se comoveu. Choradeira pra lá, pra cá e zilhões de fotos de bitocas na dama da televisão formavam o caleidoscópio de um momento triste.
Ah, mas ela era malufista. Além do mais, ostentava jóias caríssimas num país de miseráveis. E desde quando essa gente toda era fã da Hebe?
Pronto, meia dúzia de chatos movidos a pragmatismo neo ateu borbulhante e sucrilhos Kellogg’s acabaram com a farra do lamento alheio.
Quem a Hebe pensa que era?
O Ayrton Senna?
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Celso Russomanno lidera as pesquisas. Mas eu, o umbigo do mundo, não conheço ninguém que vai votar nele. Onde estão se escondendo os eleitores desse cara? Afinal, esse evangélico, homofóbico, botocado, comedor de minas da banheira do Gugu não passa de um intolerante.
Quem ele pensa que é?
Você?




