Mundão
É sexta-feira, puerra!

A sexta-feira em três momentos:
1- O Uruguai, como sempre, esfregando na cara do BRASIU como nosso pueblo é reacionário. O cartaz da campanha acima, de três anos atrás, é ainda BEM atual em território tapuia. Vista a carapuça.
2- Amor em forma de texto meu sobre a Tatá Werneck, no Judão, clica aqui e lê.
3- O melhor vídeo da história, logo abaixo (obviamente, trata-se de uma produção russa). É sexta, véio, bora zoar.
Siga o sapo
Se é pra fazer publicidade eficiente, seja sobre o que for, que se faça mostrando o que você pode fazer, de fato, com aquele produto, serviço ou ideia, e não apenas elencando sensações e os cansativos valores da marca.
Esse vídeo mostra o que você não pode fazer pra te mostrar o que fazer e é por fazer isso estupidamente bem que ele é foda.
Receita de Panqueca Mapuche – A Nazco te ensina a fazer
por Nícolas Vargas
Durante um rolê por Santiago, Chile, nos primeiros dias de 2013, experimentei uma coisa ou outra com as especiarias mapuche, uma série de pozinhos, folhinhas e pozinhos à base de folhinhas, geralmente picantes. Coentro, por exemplo, é algo que os caras amam.
Nessas, em uma lojinha dentro no Centro Cultural Gam, achei uma série de temperos mapuche acompanhados por sal mineiral, naquelas embalagens que trituram pimenta e tal. Optei pelo Merkén, um dos mais tradicionais, saborosos, calientes e famosos condimentos naturais do Chile.
Daí, picareta que sou, fiz uma panqueca de carne moída temperada com esse condimento e proclamei o nome: Panqueca Mapuche.
Vamos à receita!
Rendimento
- Duas pessoas que comem bem ou três pessoas comedidas
Ingredientes
- 400 gramas de carne moída
- 200 gramas de mussarela
- 5 dentes de alho
- Merkén com sal mineral (mas pode perfeitamente ser cominho, coentro, tabasco, malagueta ou mesmo pimenta do reino e sal comum, SUSSA!)
- Cebola e salsinha
- Massa de panqueca
- Molho de tomate
- Sal
- Parmesão ralado
- Óleo de cozinha
Preparo
1- Frite a carne moída – na verdade, fritar não é 100% o termo. Você coloca três colheres de chá de óleo de cozinha, a carne moída (eu curto colocar ela num estágio ~descongelante~, pra aproveitar a água que ela solta e fazer um caldão, que será devidamente evaporado)
2- Vai mexendo e deixando a carne corar por igual, até ficar nesse tom
3- Hora de colocar o Merkén com sal mineral (MAIS UMA VEZ: pode perfeitamente ser cominho, coentro, tabasco, malagueta ou mesmo pimenta do reino e sal comum, SUSSA!)
4- Após devidamente temperada, é legal que a carne receba uma dose generosa de azeite, pra não ressecar enquanto você faz o molho
5- Hora do molho, coloque duas colheres de óleo, dois dentes de alho e refogue
6- Eu uso molho pronto mesmo, mas dou uma mexida e uma over temperada nele
7- Agora é hora da over temperada, nesse clima eu acrescentei sal, alho (sim, mais alho), cebola e salsinha desidratados, além de orégano
8- Pré aqueça seu forno a 250 graus por 10 minutos
9- Monte a panqueca (ah, mas ele usa massa pronta – pelamordedeus, cozinha e cala a boca)
10 – Uma vez enroladas as panquecas, coloca um parmesão arriba
11 – Derrame o molho e coloque mais uma fileirinha de parmesão em cada panqueca já molhada
12- Coloca no forno e deixa lá por dez minutos, a 250 graus mesmo
13 – Voilá, está pronto!
Receita de Frango Xadrez – A Nazco te ensina a fazer

por Nícolas Vargas
Aí está a receita de hoje. Aliás, viu a de ontem?
O Frango Xadrez é um prato facinho, chinês, um dos best sellers não apenas do China In Box, como de 98% dos restaurantes chineses de filmes que se passam em Nova York. Dá um cheiro na versão que eu fiz desse prato, espero que curta.
E, se curtir, compartilha.
Rendimento
- Duas pessoas (podem ser três, se forem todas civilizadas)
Ingredientes
- 450 g de filé de frango
- Um pimentão verde (pode colocar um vermelho também, mas não tinha no mercado aqui perto de casa, então é isso)
- Molho Shoyu (eu usei um quarto de uma xícara de chá)
- Meio copo d’água
- Noz moscada (essa é minha contribuição pessoal pro prato)
- Amendoim (eu ia abrasileirar com castanha de caju, mas esqueci completamente de colocar, fuén)
(- Novamente, é bom ter umas duas cebolas, pra cortar em discos, cozinhar com tudo e tal, mas eu ainda não comprei, beijo)
Preparo
1- Meus filés de frango estavam congelados, então eu descongelei – deixei por uma hora na água pra perder o gelo, mas recuperar a água na mesma medida (colocar congelado direto na panela costuma deixar o frango “emborrachado”)
- Uma vez descongelados os aliens, corte em cubos
2- Refoga um alhinho
3- Frita o frango (eu gosto que fique bem dourado e crocante, mas costumo moderar no óleo)
4- Enquanto o frango frita, vai cortando o pimentones
5- Taca o verdejante e dá uma fritada legal na criança
6- Joga o Molho Shoyu e deixa tudo cozinhar legal em fogo médio por uns cinco minutos e, então, joga a água e mistura bem. Deixa ferver por um minutinho e desliga el fuego (mira a negritude do caldinho, que maravilha)
7- Desliga o fogo, acrescenta uma pitadona de noz moscada e mexe bem
8- Tá pronto.
9- Eu comi com o arroz de ontem.
Receita de Lomo Saltado – a Nazco te ensina a fazer
por Nícolas Vargas
Prometi pra mim que, enquanto não voltar a ter um job totalmente presencial ou um trampo fixo, comerei apenas a comida que eu fizer. No almoço. De segunda a sexta. Isso dito, e tendo em mente que a culinária é a mais pilantra e generosa das artes, resolvi divulgar aqui minhas receitas totalmente aventureiras, que vou inventando ou adaptando de acordo com o gosto do freguês (geralmente, eu mesmo).
O rango de hoje é um prato que minha mãe faz desde que eu era moleque, cujo original eu degustei no comecinho do ano lá no Chile, o Lomo Saltado, uma espécie de versão andina do que a gente chama de Picadinho aqui no Brasa.
Vamos lá!
Rendimento
- Duas pessoas que comem bem(?!) ou três que comem na média(?!)
Ingredientes
- Três batatas médias
- Dois tomates
- 300 gramas de filé mignon (lomo, em español, é filé mignon, mas você pode fazer com a carne que quiser – soja, salsicha, frango – mas lomo é FUCKING AWESOME)
- quatro dentes de alho
- pimenta de sua preferência
- temperos de sua preferência (no meu caso, dessa vez foi sal, salsinha, cominho e pimenta do reino)
(- é bom ter umas duas cebolas, pra cortar em discos, cozinhar com tudo e tal, mas eu não tinha em casa, beijo)
Preparo
1- Corte a batata na vertical, estilo palito. Eu curto batata com casca, é mais nutritivo e fica um visual mais maneiro.
2- Cozinhe as batatas na água por 15 minutos pra dar uma amolecida nas meninas
3- Retire as batatas e as deixe separadas pro grand finale
4- Agora é a hora de cortar os filés na vertical (dá pra comprar já fatiado do naipe “para estrogonofe”)
5- Pique os dentes de alho e misture com a carne ainda crua (a ideia é fritar a porra toda junta – carne e alho)
6- Quando a carne estiver soltando água, tempere a gosto – eu curto forte e minha dica é esse paradinha aqui
7 – Chegou a hora do tomate. Sim, corte na vertical. Tá pegando o jeito.
8- Taca o tomate na panela, mistura e deixa o vermelhão cozinhar.
9- Agora coloque las papas, misture mais e deixe cozinhar mais um pouco
10- Tá pronto.
Depoimento: “Eu comi com arroz.”
Bom, meu querido ou minha querida, se você vier a cozinhar esta receita, seja legal e poste aqui pra eu saber como ficou.
Obs- Tempere o Lomo Saltado com limão a gosto, o verdinho misteriosamente realça o sabor de tudo ao mesmo tempo.
Super heróis, mulher pelada e um francês doidão

por Nícolas Vargas
O artista gráfico francês Grégoire Guillemin tem um dos tumblrs mais legais do mundo (pra mim, claro), recheado de ingredientes pop e sacadas geniais, como reduzir personagens clássicos a ícones minimalistas ou meros traços, e ainda assim mantê-los totalmente reconhecíveis.
A nova série do cara é um deleite pra quem curte a nova mania da indústria cultural: trazer super heróis pra mesma esfera que a humanidade. E eu curto, principalmente quando a obra em questão vem recheada de cenas flamejantes e mamiloscênicas. Vale muito dar uma olhada, pra dizer o mínimo.
De nada.
Veja a série completa clicando aqui.
O Vietnã ensina: lugar de comer é na rua (ou no barco)
por Nícolas Vargas
O Anthony Bourdain diz que o Vietnã tem a melhor culinária de rua do mundo e um dos povos mais hospitaleiros de que se tem notícia.
De fato, esse vídeo, além arrancar da realidade computador/reuniões/procrastinação, é de dar água na boca e cotar uma passagem pra Hanói.
“A Taste of Vietnam“, por The Perennial Plate
Quem vê TV hoje em dia?
por Nícolas Vargas
Televisão, todo mundo vê, inclusive quem baixa os programas favoritos ou vê em streamings diversos. Se não consome no horário programado pelo canal que produz, o faz no formato e duração delimitados pelo mesmo. Não há como negar, também, que a TV, se não monopoliza o blá, ao menos esgota os demais assuntos debatidos nas redes sociais. Concordas?
Pois bem, anos atrás ouvi em podcasts e debates, bem como em diversos programas dela própria, a TV, que o veículo estava fadado à bancarrota, ao escoamento, ao esvaziamento, pior, ao apocalipse total caso não mudasse sua rota, que ninguém mais tem saco pra programas longos (sim, provavelmente os mesmo profetas que disseram que “ninguém curte texto longo na internet”), que é o cúmulo da resignação esperar dar o horário pra ver o novo episódio do programa que você curte. Hoje essa conversa anda meio esgotada, poucos se dão ao trabalho mala de baixar programa (em qualidade pior que na TV), legenda, sincarzzzzzzzzz, e geral continua vendo TV nos horarinhos previstos e tal e cousa.
Essa geral é menor, a bem da verdade vos digo. Ano passado, na média, apenas 40% dos televisores brasileiros estiveram ligados, números do Datafolha. Hoje em dia um share de 6% segura um programa de TV aberta no ar por mais uma temporada (eu que o diga). 2, 5 pontos de média no Ibope, no sábado à tarde, salvam a pele. Nem sempre foi assim, mas hoje é. E ainda assim, repercurte indiscutivelmente mais que qualquer outro veículo, web inclusa.
O que ouço, quando se debate a relevância da TV é que ela não existe mais como antes, que desde Lost a gente vê uma série de mudanças, sites especialistas numa série, sobras que são publicadas online, quiz, trivia, ARG. Será que é tão diferente assim do que as revistas de editoras associadas e fanzines de fãs que sempre rolaram? Do que os gibis baseados em blockbusters? Do que álbum de figurinhas? É tudo mesmo tão revolucionário? Chegam mais comentários “válidos” nos sites dos programas do que chegavam cartas?
Afinal, onde quero chegar?
Quero falar da minha área: o conteúdo “de linguagem jovem”. Existe uma crise nesse meio aqui no Brasil e quem a nega está sendo engolido sistematicamente. A molecada não é idiota. Não é um blog esperto de um personagem ou apresentador idiota que vai livrar sua pele. Não são “extras” maneiros de um programa desinteressante que vão resolver seus problemas. Não é contratando um roteirista que escreve o que você quer ler que o humorista ruim que vai ao ar toda semana se tornará engraçado. Não é porque você é amigo do divertido diretor do programa, que faz as melhores piadas nas cervejas entre amigos, que esse cara tem a capacidade de divertir geral do “tubo” pra fora.
As pessoas que trabalham com TV, essencialmente com conteúdo de “linguagem jovem”, estão com medo de não parecerem adultas. Trabalharam “a vida toda” pra comandar a parada e agora não conseguem colocar no ar algo que as incomoda, que desafia a lógica do “bom gosto”. O salário sobe e o medo de “perder” o que se alcançou sobe na mesma medida. Não há discussão com chefia, no sentido literal da coisa, ou mesmo “consulta” ao estagiário. Os estagiários, aliás, dão medo. Molecada carreirista é mato hoje em dia. O cara fala em ser roteirista ou diretor, mas não se diverte no set. E o pior é que, depois, ele vai mesmo virar diretor. Estamos fodidos?
Acho que não, pelo menos não agora. Há muito pra ser feito e a multiplicação do conteúdo nacional da TV a cabo é a última oportunidade pra isso. No entanto, o que temos agora é mais gente sem graça falando nada do que algo que preencha o vazio, há uma nulidade “correta” no ar. Esse ponto de virada no humor da MTV, essencialmente, marca esse silêncio, sepulta a primeira etapa de uma conversa com a geração dos 2010, sustentada pelo amadorismo, pelo encontro quase casual de talentos, pela imprevisibilidade, que levou o caldo que faz a vida mais interessante pra tela que fica na sua sala.
Mas creio numa retomada quase imediata, e agora em mais canais que exibem programação jovem. Acho que mais dia, menos dia, e torço pra ser no máximo até março de 2013, nêgo vai sacar que o valor perdido está no amadorismo do “ser jovem”. Ser amador é fazer por amor, ao pé da letra. É coração na ponta da chuteira. Fazer muito com pouco não é necessariamente fazer barato ou do jeito que der, mas planejar todas as etapas e, no mínimo, botar no ar um programa que você assistiria.
Humor técnico não é humor, é técnica. Você ri mesmo do programa de humor que coloca no ar? Música não é matéria de escola, pra você dar aula sobre isso. Você veria um cara chamando clipes e ensinando quem é Bob Dylan? Será mesmo? E se visse, acredita mesmo que lembraria uma linha do que estão falando cinco minutos depois? Não dá mesmo pra virar isso no avesso? O problema é mesmo a música que se apresenta? A lógica do rádio é eficiente na TV?
Tem que se questionar mais, pirar e fazer, mesmo que você tenha que aprovar um powerpoint ou um keynote disso com seu chefe. Se vira, como um adolescente faria. Aliás, deveria fazer.
Melhores do ano da Nazco: VOTE AGORA!

A NAZCO quer saber o que A NAZCO publicou de melhor ao longo do ano.
E a gente sabe que VOCÊ é quem sabe, mesmo que esteja nos visitando pela primeira vez.
Nosso convite é simples: procrastine conosco, visite nossas editorias e indique seu post preferido em 2012 (até porque todos são de 2012, essencialmente porque o site foi lançado em 28 de marçao de 2012, sacou?).
Então é isso, vai clicando abaixo, vendo os posts, se emocionando, rindo, gastando tempo, e depois escreve nos COMENTÁRIOS DESTE POST os seus preferidos.
Bora? GO!

Pompéia, lar do amor globalizado ou Essa chinesa é treta
por Nícolas Vargas
Eu sei que ele está apaixonado. O caixa do mercadinho dos chinas ali da Pompéia. A chinesinha aparentemente chegou ao Brasil há algumas semanas, fala pouco português e usa minissaia. Lê um jornal chinês. Ele aparentemente vem de alguma extremo da cidade. Zona Norte. Zona Leste. Algum desses lugares onde a Rota está matando por você jogar bola, ainda hoje, com a molecada com quem estudou na escola.
Semana passada, enquanto ele passava no leitor digital as garrafas d’água e o Ades de abacaxi que eu tava comprando, reparei como encarava de olho franzido a cena do vendedor de bebidas tentando ensinar umas palavras em português pra ela. Um cara desses que termina o expediente e ajuda a secar a cachaça do boteco mais próximo de casa, tudo pra não chegar e ter que encarar a cilada familiar em que se meteu. Isso, quando não dá uma passada no puteiro antes de tomar a saideira.
A menina parece ser filha da dona, uma mulher que fala português como a imitação caricatural de um oriental genérico feita por um humorista ruim, desses que tem aos montes hoje em dia. Desta forma, portanto, a paixão do caixa seria proibida. A chefe, chinesa da gema, agiria de forma radical na punição a qualquer tipo de aproximação de sua herdeira. A demissão viria certeira e as parcelas do fogão novo da mãe dele iriam pro ralo. Ou, pior, pro Serasa.
Tudo isso logo agora, que ele cortou o cabelo e passou a usar o dobro de desodorante (e acho que vi um buquezinho de flores no compartimento abaixo do balcão).
¯\_(ツ)_/¯ Cinco vídeos de demolições que deram errado
por Nícolas Vargas, editor-chefe da Nazco, fazedor de conteúdo wébico, televisivo e popular brasileiro
Simplesmente porque vídeos de demolição são das melhores coisas das interwebs online. E porque queria escrever títulos inspirados naqueles das Video Cassetadas.
No vídeo de número 1, acima, conhecemos uma orgulhosa mãe com sua filha no melhor clima de “olha que legal o trabalho da mamãe”.
O resto segue esse clima gostoso:
A maior caverna do mundo

por Nícolas Vargas, editor-chefe da Nazco, fazedor de conteúdo wébico, televisivo e popular brasileiro
Tava mirando o Somente Coisas Legais e tropecei na maior caverna do mundo, a Hang Son Doong, que fica no Vietnã. As condições desse local são tão específicas que uma mini-floresta se desenvolveu por lá. Tem lagos e esculturas feitas por vento e umidade, além de uma abertura descomunal que permite a entrada de luz. Emociona, sei lá por quê, só de olhar pra ela.
O mais surpreendente é que a caverna ainda não foi investigada por completo, pode ser que reserve AINDA MAIS surpresas.
Ver algo assim, especialmente numa segunda-feira, dilui as picuinhas, tretas bobas, angústias de classe média e até o desgaste com reflexões eleitorais e consequente ressaca ideológico-varonil. Espero que também ajude você a levar o dia pra frente com mais leveza.
Assista agora aos vídeos que a National Geographic fez durante a incursão à Hang Son Doong.
Gênios e idiotas vestidos de zumbi
por Nícolas Vargas, editor-chefe da Nazco, diretor do Trolalá MTV, fazedor de conteúdo audiovisual, wébico e popular brasileiro
Em celebração à série que mais curto atualmente, “The Walking Dead“, que reestreia na Fox dia 16/10, às 22h, e à minha mania escrota de ver fotos diferentonas quando tenho tempo livre, fiz essa apurada seleção de gênios e idiotas vestidos de zumbi.
Chega mais e dá uma espiadinha nos habitantes dessa nave louca.
O lineup do Lollapalooza, a morte da Hebe e a ascenção de Celso Russomanno são eventos interligados
por Nícolas Vargas, editor-chefe da Nazco, diretor do Trolalá MTV, fazedor de conteúdo audiovisual, wébico e popular brasileiro
Lançaram o lineup do Lollapalooza com várias bandas iraaadas e é muito simples assistir a esses shows: basta desembolsar uma pequena fortuna de meio milhar de reais cinco meses antes do festival acontecer, mesmo sem saber ainda como vai rolar a divisão de atrações entre os dias do festival.
Normal reclamar disso, não? O assunto dá pano pra manga.
Mas tem quem ache que não tem cabimento reclamar de algo que é pago com a lógica infálivel, principalmente na ótica paulistano-não-bole-com-minha-farra-cheia-de-bom-gosto-e-atitude: se você não tem plata ou não quer pagar pra ver o festival, oras, cala a boca e não reclama.
Afinal, quem você pensa que é?
Eu?
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A Hebe morreu, o país se comoveu. Choradeira pra lá, pra cá e zilhões de fotos de bitocas na dama da televisão formavam o caleidoscópio de um momento triste.
Ah, mas ela era malufista. Além do mais, ostentava jóias caríssimas num país de miseráveis. E desde quando essa gente toda era fã da Hebe?
Pronto, meia dúzia de chatos movidos a pragmatismo neo ateu borbulhante e sucrilhos Kellogg’s acabaram com a farra do lamento alheio.
Quem a Hebe pensa que era?
O Ayrton Senna?
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Celso Russomanno lidera as pesquisas. Mas eu, o umbigo do mundo, não conheço ninguém que vai votar nele. Onde estão se escondendo os eleitores desse cara? Afinal, esse evangélico, homofóbico, botocado, comedor de minas da banheira do Gugu não passa de um intolerante.
Quem ele pensa que é?
Você?
Body Modification, tatuagem e amputação: vem se divertir
por Nícolas Vargas, editor-chefe da Nazco, diretor do Trolalá MTV, fazedor de conteúdo audiovisual, wébico e popular brasileiro
De todas as idiotices que a humanidade inventou pra se distrair após o fim da Segunda Guerra Mundial, uma se destaca pela futilidade da intenção e nulidade estética: body modification. Saca?
Sim, body modification. Em uma tradução livre, modificação aleatória do corpo pra punir pai e mãe por ter comprado sucrilhos genérico quando o modificado em questão estava na terceira série do ensino fundamental. Pois é, não bastasse eu ter que explicar pra minha prole, um dia, que eles terão que esperar os 18 anos de idade pra fazer uma tattoo, agora terei que fazê-los esperar também para socar um alargador descomunal na orelha, furar o supercílio, colocar um space invader embaixo da pele do braço, amputar um dedo ou pintar a genitália de azul.
Osso. Tadinhos.
Sou freelancer e, vez por outra, tenho muito tempo livre. Tipo agora. Mas algo me mantém fazendo coisas verdadeiramente divertidas ou úteis e tira o foco de arrancar uma falange ou colorir a cabeça do meu pau. Deve ser comigo o problema, uma vez que não tenho uma tatuagem sequer. Sou assim, galera, atrasadão. Outro dia um gajo me falou: “porra, você tem mó cara de quem tem tatuagem, não faz sentido não ter uma”. Peraí, essa não é a melhor razão pra NÃO ter uma?
Tranquilo, existem tattoos realmente legais, devo não ter encontrado ainda a ideal pra mim.
Pois bem, viremos a página, eu não estou aqui, hoje, pra falar de mim. Me dirigi ao PC (sim, não uso Mac e não tenho tatuagem, atirem na minha cabeça) a fim de falar do tipo de gente que muda o mundo com ideias simples e inventivas, uma turma que deixa nosso cotidiano mais prático e oxigena tudo que existe de errado na vida. E essas pessoas estão ocupadas neste instante enchendo a pele da testa de solução salina, fazendo, assim, um balão logo abaixo do couro cabeludo.
Corre pra lá, bobo, vai ficar de fora dessa?
Adolescência, a fase mais intensa da vida
Em “The Virgin Herod” o diretor Xander Robin abusa das metáforas para retratar a intensidade da puberdade, seus complexos e paixões.
Assista e emocione-se.
Nazco em Londres: Horse Guards Parade
>>> CLIQUE E VEJA A COBERTURA COMPLETA DAS OLIMPÍADAS DE LONDRES
por Ligia Harada, correspondente da Nazco em Londres (ela mora lá,
)
02/08/12 – 20:00
Em uma das combinações mais contraditórias imaginadas, as Olimpíadas de Londres revelam a beleza de sua peculariedade.
Vôlei de Praia no quintal do ministro britânico, Biquínis em temperaturas abaixo de 10 graus e Popozudas britânicas se remexendo ao som da conga!
Brilliant!!!
A entrada rolou no ritmo preciso da eficiência britânica, champanhe e ostras para quem veio de terno e a boa e velha cidra para quem não teve vergonha de pintar a cara nas cores do time nacional ou para aqueles que preferiram se vestir de banana!
Além de linda, a Horse Guards Parade é festa!
Até!
1982 a 2012: veja fotos de amigos, na mesma posição, de cinco em cinco anos
Copco Lake, Siskiyou, Califórnia, EUA. 1982. Cinco amigos tiraram uma foto para registrar as férias. E assim o fizeram por quase três décadas, a cada cinco anos.
Acompanhe a aventura repetitiva e bonita dos amigos John Wardlaw, John Dickson, Mark Rumer, Dallas Burney e John Molony.
Dias Comemorativos
por Fernando Cury, community manager, aleatorizador e Pandão
Em 15 de agosto comemora-se o dia do… solteiro? Como assim? Todo dia é dia do solteiro! Saída do trabalho. Sexta-feira. Autonomia para ditar o próprio rumo? Só para o solteiro! Casado não. Esse tem que consultar… E diga-se de passagem: Sempre!
- Amor, o pessoal do trabalho ta querendo sair pra tomar um chopinho? Você quer vir?
- Ah, já sei! Aquela vagabunda que dá em cima de você tá lá.
- Não tem nada a ver, amor…
- Ela vai ou não estar nessa balada?
- Não é balada meu amor. E vai sim, mas… ah, deixa pra lá. To indo pra casa.
E assim vai. O solteiro é mais livre quanto a isso. Todo dia é dia do solteiro, caceta!
Já em 12 de novembro se comemora o Dia Internacional da Qualidade. Sabe o que me espanta? Além de toda a inutilidade, é “internacional”. Outro bem curioso que encontrei também é o 22 de setembro. Dia que em homenagem aos amantes. Acreditam? Nesse dia, os casais devem ter um pouco de compreensão, afinal é o “Dia do Amante”, e uma célebre data como esta não pode passar em branco. Sabem o que fiz quando descobri o Dia do Amante? Fui procurar, claro, qual era o dia do casado, pois já citei acima o solteiro, agora cito o do amante, então pensei comigo: “Pô! Casado tem que ter um dia…”. E não descobri nada sobre isso. Em minhas pesquisas científicas aprofundadas e minuciosas no Google, acabei por encontrar muitos tópicos de debates sobre esse assunto, muitos reivindicando esse dia para ser adicionado no calendário, mas ao que parece, não há nada.
Se você fizer uma pesquisa com relação aos dias comemorativos em nosso calendário, encontrará muitas variedades um tanto quanto pitorescas. Dia 26 de maio é o “Dia do Revendedor Lotérico” (???). No 24 de maio é o “Dia do Datilógrafo”, (sinceramente, ainda existem datilógrafos?). Todo 19 de julho se comemora o “Dia do Futebol”, quando sabemos que dia de futebol são quartas e domingos, com variações para as quintas e sábados. E no 20 de abril que temos o “Dia do Diplomata”, (seria o chocolate? Eu gosto e apoio comemorarmos esse…). A mulher tem dois dias, 8 de março que é o dia internacional, e 30 de abril que é o dia nacional. E gostaria de finalizar com o, não menos importante, “Dia Nacional do Livro Didático”, que realmente é muito comemorado em… Ah! Quem se importa?
Estou de fato acreditando que esse dias comemorativos no calendário são como experiências para que alguns se tornem futuramente feriados, com grandes comemorações e manifestações emocionadas. Assim, suponhamos que o 17 de junho seja oficializado como um feriado nacional… O que é comemorado em 17 de junho? Você não sabe? É o “Dia do Veterinário Militar”, ué! Então, todo ano nessa mesma data, sairiam todos os 89 veterinários militares às ruas reivindicando seus direitos perante à política injusta que rege a programação de horários e vencimentos dessa classe de trabalhadores.
O quê? Militar não reivindica? Bom, esse é um grande desperdício de oportunidade, assim como esse texto também é um grande desperdício. Aliás, hoje mesmo se comemora um dia muito especial, sabiam?
Feliz Dia Nacional do Selo, galera! \o/
Totem e tabú. Cenoura e bronze: Animismo, neurose e hegemonia bélico-industrial em He-man
por Pedro Leite, roteirista do Furo MTV, autor dePorra, Felipe e Minha Pica Por Aí
É típico de quem não tem mais o que fazer discutir sobre contradições cosmológicas e erros de continuismo em séries de televisão; o prazer que se tira disso é tão grande quanto maior for o número de canais que a pessoa tiver na TV à cabo, ou, em uma relação de proporção indireta, menor for o salário de sua empregada. Entre os temas preferidos dos adeptos de tal prática subcultural está He-man e os mestres do universo, aquele mesmo desenho animado que costumávamos assistir durante um apressado almoço antes de irmos para o colégio aprender a torturar emocionalmente uns aos outros e receber ordens supra parentais de professoras com penteados duvidosos. Em nossa ânsia pelas promessas de violência física e reafirmação ritualística do status quo religiosamente cumpridas pelo desenhos em todos os seus episódios exibidos anacronicamente e intercalados por gincanas de meninos versus meninas, que nos inebriavam a ponto de esquecermos todos nossos tabus culinários que povoavam todo o espectro nutricional, deixávamos de perceber o modelo filosófico/comportamental que nos era enfiado goela abaixo juntamente com croquetes sortidos de banana.
É de praxe que, anos depois, depois de pararmos de mijar nas calças e achar a Cláudia Raia gostosa, percebamos que He-man continha subtextos alegóricos bastante óbvios que tratavam de reforçar preconceitos e mentalidades etnocêntricas e racistas no público do Xou da Xuxa, sabidamente manso e ávido por ser pisoteado por Paquitas secundárias e realizar pactos irreversíveis com Lúcifer, o senhor das trevas. He-man, o heroi loiro com uma cruz no peito, luta para salvar o povo pobre das maldades de esqueleto, o vilão de turbante (não deixe que os fatos destruam seu modelo interpretativo). Deveríamos todos torcer para He-man pois ele personificava tudo que há de correto no mundo: é branco, cristão e nobre, ao passo que esqueleto vive dentro de um buraco, é pobre e de esquerda. Sua derrota diária tinha a função de nos certificar que a vitória de He-man era um sinal que ele era um dos escolhidos por Deus. Tal interpretação, ainda que esteja correta em linhas gerais, oferece somente um esboço da ideologia por trás deHe-man, e acaba por apontar para conclusões precipitadas e simplórias. Na verdade, He-man antecipou um mundo politicamente unilateral e reconstituiu a lógica da dominação para melhor se adequar ao mundo da razão técnica.
O príncipe e Dick Cheney
He-man, assim como a maioria dos desenhos animados, parte de um mundo perfeitamente maniqueísta; somos apresentados logo de cara aos herois (Adam, mentor, feiticeira, e Teela) e aos vilões filhos da puta (Esqueleto, Maligna, Mandíbula e Eike Batista) e não nos é dada a opção de interferir nesta escolha. He-man é o alter ego de Adam, príncipe de eternia e pessoa física. É para defender sua identidade e resolver suas contradições que He-man luta, bate, arrebenta e bota pra fuder. Seria errado, portanto, observar o comportamento e a prática de He-man para tentar entender o desenho em um nível mais profundo. Observemos Adam; plenamente satisfeito com sua vida de privilégios que apenas uma monarquia absolutista pode proporcionar, ele desfruta de uma vida repleta dos luxos e superfluosidades sem nem ao menos sentir o peso das responsabilidades do poder e da espada de Dâmocles sobre sua cabeça e ombros largos de Zélia Duncan. Eternia é um reino, um Estado legitimado pelo carisma e pela tradição de seu Rei, o pai de Adam cujo nome eu não lembro e nem vou procurar na Wikipedia. É uma sociedade moderna, no sentido que é composta por burocratas meritocráticos e tecnocratas bigodudos dispostos em uma hierarquia institucional de orgulhar Samuel Huntington. Os traços primitivos de nossa sociedade (a solidariedade mecânica e as formas primitivas de classificação) foram eliminados de Eternia, um mundo técnico e desencantado. Em suma, eternia é como a Rede Globo; o nepotismo e a pederastia são leis, mas o povo adora.
O mundo do esqueleto, por outro lado, é mostrado como uma sociedade fundalmentalmente primitiva (Não há divisão social do trabalho, não há poder organizado). O paganismo, personificado pelo crânio de bode que serve de cajado mágico da alegria para Esqueleto e de onde ele solta raios que tem de inofensivos tudo que tem de imprecisos, remonta a culturas arcaicas, adeptas do animismo, período associado analogamente à primeira infância narcisista por Freud. O pensamento mágico provém de uma crença na onipotência do pensamento na qual o mundo esclarecido de Eternia há muito deixou de acreditar. Muito pior do que muçulmano (afinal de contas, uma religião Abraônica), esqueleto é pagão e crê nas forças da natureza e na alma das coisas inanimadas como uma Enya em chamas.
He-man, assim como todo heroi televisivo e linha de bonecos da Grow que se preze, possui inúmeros ajudantes menores e mais feios do que ele. Em uma observação rápida podemos identificar uma característica comum entre todos eles: seus poderes se originam não de preceitos éticos ou destrezas sobrenaturais, mas da racionalidade técnica aplicada à indústria bélica; eles são todos inventores, soldados ou Robocops. Sua vantagem em relação aos seus equivalentes malvados não reside na pureza de seu coração ou em sua temência à Deus, como pode parecer, mas de seu maior avanço tecnológico e social em relação aos primitivos talibãs do bando do Esqueleto. Mentor, pai adotivo (assexuado) de Teela, personifica a tecnocracia de Eternia; seu nome, no original em inglês (Men-at-arms) designa seu posto, e não sua pessoa. Seu trabalho é inventar e construir armas para He-man e seus companheiros. Stratos é um ciborgue meio homem, meio mola cuja vantagem evolutiva e desvantagem social é usada para ajudar He-man a frustrar os planos de Esqueleto. Teela, antes de ser gostosa, é chefe da guarda imperial; sua luta contra as forças do mal não é nada mais do que um emprego.
No rol de capangas de Esqueleto, por outro lado, encontram-se basicamente personificações de clãs totêmicos, denotando indiscutivelmente o caráter, enfim, totêmico do mundo representado pelo vilão: Aquático (peixe), multi-garras (carangueijo), Lagartauro (lagarto), Webster (aranha), Screech (pássaro), Karg (morcego) e Stinkor (Gambá). Como não poderia deixar de ser, há também entre os vilões exemplos de xenofobia (Jitsu) e mitologias panteístas (Triclops). Dois de seus ajudantes mais próximos, no entanto, escapam a este padrão: Mandíbula tem o papel de mostrar o lado ao mesmo tempo maligno e mal sucedido do avanço científico: como um Frankeinstein, uma Quimera deformada e grotesca, ele demonstra que o homem, ou o Esqueleto, não deve brincar de Deus, ao mesmo tempo que explicita o abismo tecnológico que existe entre os dois mundos. Já Homem-fera é tudo que eternia varreu para baixo do tape da civilização: seus impulsos primitivos de erotismo e destruição servem como alegoria de um mundo regido pela natureza contraposto a um outro que a excluiu em nome da razão.
Sexo e temperamento em Eternia
Assim como todo o resto da cosmologia de He-man, o papel da mulher é bastante diferente no mundo do bem e do mal. Enquanto Maligna rivaliza com Esqueleto em maquiavelismo e levantamento de supino, sendo detentora de poderes mágicos sobrenaturais e única criatura positivamente sexualizada no reino do mal (a ponto de usar batom), no mundo de Eternia há uma cisão obrigatória entre sexo e poder, e o personagem de Maligna encontra sua equivalente em duas personagens diferentes: Teela e Feiticeira. Teela, gostosa, politicamente corretamente bem sucedida é filha de Feiticeira, imaculada, misteriosa e detentora do poder de Greyskull. As pernas de Teela, sempre convidativas a ereções precoces e banhos demorados se mostram submissas ao poder fálico constituido de He-man, que reside justamente nas mãos de feiticeira, mantendo assim o status quo intacto e livre de sutiãs queimados e beijos lésbicos no BBB. Para quem é médio o suficiente para ter lido o Código da vinci (minha desculpa foi uma madrugada presa no aeroporto) a associação clara é a de Maligna com Maria Madalena. Já Com Teela e Feiticeira, a aproximação mais direta é respectivamente com Wanessa Camargo, com seus shows na the week e parcerias com Ja rule, e Sandy e seu totalitarismo meigo de Cambuí.
O retorno do totemismo na infância
Falando na Feiticeira, ela é uma das personagens chave para entender o dilema esquizofrênico de He-man/Adam. É a ela que Adam recorre quando quer deixar de ser fraco, impotente e pálido e assumir sua persona bronzeada e fodona cuja espada cresce como uma piroca flamejante rumo ao infinito. O poder de Greyskull é essencialmente tradicional, autóctone, mágico, e sua intromissão em assunto de Estado poderia colocar Adam, cujo rabo se encontra bastante preso com trivialidades e idealizações midiáticas, em perigo. O retorno ao totemismo e ao animismo não pode ser afirmado como salvador da pátria em uma sociedade moderna e burocratizada como Eternia. Assim como acontece conosco, os impulsos destrutivos e eróticos que reprimimos em nome da ciência voltam através de neuroses; no caso, na forma de uma figura mítica e onipotente de He man. Sua filiação com o arcaico e o sobrenatural é escondida como vergonha e sua identidade secreta de personificação dessas impulsos é negada a todo custo. Todo poderio bélco de um reino tecnocrático é irrelevante diante do poder primeiro da magia de transferência, e este segredo que corrói a crença de Adam no iluminismo apenas reforça o poder de sua neurose destrutiva. A figura do Pai de Adam (cujo nome ainda não lembrei) o castra como um superego que força as manifestações do seu Id selvagem ao campo nem sempre acolhedor da porradaria, seja no esqueleto, em seus capangas ou em travestis na Rua Augusta.
Observações sobre um relato autobiográfico de um caso de paranoia flutuante
Assistindo a todas estas manifestações egoicas e ritualísticas de cima está Gorpo, que, deixando de lado a sutileza metafórica, somos nós. Frágil, inútil e impotente, Gorpo (que, caso você não sacou, é o Corpo sem corpo) serve de alivío cômico aos herois e vilões fantásticos e unidimensionais que habitam Eternia. Seu papel é o de observar, não tomar parte e, ao final de cada episódio, tirar conclusões e lições de moral para ensinar crianças manchadas de feijão o caminho do bem. Seu impulso de significar tudo, fechar cada episódio como um todo harmônico e isolado é a nossa ânsia de sentido e nossa paranoia teleológica. Tudo se justifica: a violência, a destruição da natureza, o horror, a guerra, a mentira e as Paquitas, pois tudo é parte de um sentido superior, legitimado pela vitória do bem diante do mal. Tenham cuidado com estranhos, não mintam para seus pais, não nadem depois do almoço, façam suas lições de casa, acreditem no bem e no amor que ele vai lhes proteger com seus veículos blindados e canhões de grosso calibre pois o mal, além de não ter fé, rei ou lei, baseia todo seu poder balístico em uma caveira de bode. É mais ou menos por aí.
Nazco em Londres: Don’t forget your tickets!
por Ligia Harada, correspondente da Nazco em Londres (ela mora lá,
)
Após sorteios, noites sem dormir, dedo indicador com caimbra de tanto apertar Enter, ingressos finalmente em mãos! E com eles, um kit à prova de atrasos ou confusão!
Bilhete único, informações sobre o local e mapa da cidade todos inclusos!
Primeira parada: vôlei de praia, quinta-feira!
Nos vemos lá!
Nazco em Londres: Casa Brasil
por Ligia Harada, correspondente da Nazco em Londres (ela mora lá,
)
O Brasil está fazendo bonito em Londres com vários eventos acontecendo pela cidade sob o codinome Rio Occupation.
Entre eles, a Casa Brasil invade a lindíssima Sommerset House com 3 exposições sobre cultura brasileira e um mini festival de cinema.
Escondida, no subsolo do prédio adjacente, também tem uma mostra de fotografias do mestre Sebastião Salgado.
Saiba mais em:
Batman, Homem-Aranha ou Vingadores?
por Nícolas Vargas, editor-chefe da Nazco, diretor do Trolalá MTV, fazedor de conteúdo audiovisual, wébico e popular brasileiro
Era 1990, eu fazia catecismo e tinha completado 10 anos alguns dias antes. Minha madrinha, que foi também quem me catequisou, entregou, logo após a aula daquele dia, ali mesmo na igreja de São judas Tadeu, no Marapé, em Santos, duas edições de A Teia do Aranha como regalo de aniversário. O arco iniciado naquelas revistinhas consistia, até onde minha memória permite lembrar, em uma aparição do Lagarto, numa escola destruída por esse híbrido entre réptil e humano e na morte do pai da Gwen Stacy. Era a coisa mais forte que tinha lido até ali. Ela faleceu cinco anos depois. Não tô falando da namoradinha do Peter Parker, mas da minha madrinha.
Julho de 2012, eu já adepto da nulidade religiosa, após mandar um hamburguer, assisto a The Amazing Spider-Man com a Bico. A história tem a mesma espinha dorsal daquela que li 22 anos atrás. O impacto é o mesmo. O bonito Andrew Garfield e a estupenda Emma Stone me fazem, finalmente, ver Peter e sua paixão loura materializados, após mais de duas décadas de espera. Chorei durante o filme. Duas vezes. Fora isso, ficou a impressão que poderia ser uma série semanal. Eu acompanharia saudosista e lealmente. E lágrimas escorreriam novamente vez por outra.
Vingadores veio num outro caminho, menos pessoal, mas de uma série que acompanhei por anos, fielmente, e trouxe consigo a materialização, em roteiro e imagens, de uma equipe de heróis com histórias diferentes no talo, poderes variados e uma agência secreta global em seu cangote. E dá pra acreditar em tudo aquilo, imaginei um universo paralelo onde aquela gente enfrenta krulls, Thanos, Beyonder, Loki e todos mais. Consegui gostar de novo do Capitão América! Enxerguei algo legal no Thor! A Scarlet Johansson é a Viúva Negra, véio! Fora Homem de Ferro, Hulk e Gavião Arqueiro, que divertiram mais que os outros, na minha opinião.
Ver os caras sacaneando os governos do planeta pra evitar que a população virasse presunto e, assim, salvando o coração cinematográfico da Terra, Nova York, arrepiou e deu um nó nas tripas nas duas vezes que vi o filme. Incrível. Apaixonante. Cadê a sequência, porra? Tinha que ter um por semestre.
E o Batman? Véio, o Batman foi meu herói preferido por anos. Muitos anos. 20 anos, por baixo (eu tenho 32 de idade). Foi o personagem dos quadrinhos que, ao lado do Demolidor, me apresentou roteiros de gente como Frank Miller. O homem morcego introduziu as trevas da vida pro moleque caiçara. E o fechamento da trilogia cinematográfica atual lembra bastante as sensações que tive nessa época. Aliás, tirando a voz do herói, Christian Bale vence e convence. E, porra, trata-se de uma série que teve o Coringa do Heath Ledger, o treino freak das sombras de Bruce Wayne e um comissário Gordon apaixonante, que acende nosso senso de justiça.
Pois bem, qual o melhor filme?
Uma resolução: veja os três. Aliás, assista a todos os filmes de heróis. Foda-se quem fica com os milhões de dólares. Fique com a diversão. Inspire-se. Seja o herói da sua mulher, do seu homem, do seu filho, dos seus pais, dos seus amigos, do seu espelho.
Esses caras, e mais um monte de personagens que amo e sempre levarei comigo, me ajudaram a ver e viver mais coisas do que aquele menino sentado na igreja imaginava ser possível. E permitem a sensação de que ainda há muitas aventuras para acontecer.
É Gol!
por Ingrid Coelho, que trampa com Social Media, escreve no Meia Palavra e tem um blog megaboga legal
“A tecnologia permite que você tenha alguns confortos”, era uma das coisas que ele mais ouvia. Isso nunca fez muito sentido na sua cabeça de taxista, que trabalhava até atingir um número no taxímetro dentro de um veículo que insistia em sempre ter alguma peça quebrada e ter que ir pro conserto. Tinha uma sensação de que esse papo de conforto funcionava de forma exatamente oposta. Ai chegou o dia em que ele comprou uma televisãozinha para colocar no carro de trabalho. A TV tem essa coisa de, em sua relação unilateral-monologástica, virar companheira. De repente, tinha algo de conforto ali que antes não existia, afinal. Antes, o que era só pensamento sobre contas a pagar, corridas a fazer e contagem regressiva para o fim do expediente, ganhou espaço para um futebol e Avenida Brasil.
Não Diga Alô
por Fernando Cury, community manager, aleatorizador e Pandão
- É simples, ouvintes da Difusora de Valo Grande e região. Pra ganhar o prêmio maior, um enxoval completo bordado pela dona Guilhermina, é só atender a ligação e dizer “Difusora e Açougue do Almeidinha, um show pro seu churrasco!”. Não pode dizer alô! Vamos pros comerciais…
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- Ai, menina. Tô precisando dum enxoval desses… E ainda mais bordado pela dona Guilhermina. Que mão ela tem! E já viu quanto ela cobra? Tem que pedir com antecedência.
- É… eu sei. Mas você já se inscreveu no programa?
- Claro!
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- Voltamos com o programa “Uma Tarde Batuta com a Difusora”, com o patrocínio de “Açougue do Almeidinha, tudo pro seu churrasco!”.
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- Ai… tomara que sorteiem o meu número…
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- E vamos pras três ligações de hoje. Lembre-se, ouvinte, não diga alô, diga “Difusora e Açougue do Almeidinha, um show pro seu churrasco!”. A primeira ligação… tá chamando…
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- Ai meu Deus! Ai meu Deus!
- Calma, mulher…
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- Lembrem-se: Não pode dizer alô…
- Alô! Difusora e Açougue do Almeidinha, um show pro seu churrasco!
- Ah… mas você disse alô antes. Produção… Isso vale? Não? É… meu caro ouvinte. Não pode dizer alô… Perdeu o prêmio.
- Mas…
- Vamos para a próxima ligação…
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- Oba! Como é burro. Agora vai ser pra mim… Olha lá…
- Calma amiga. Que coisa…
***
- Tá chamando… Vamos ver agora…
- “Difusora e Almeidinha, Tudo pro seu churrasco!”
- Isso pode, produção? Vale, né? Ah não? Tem que ser exato? Então sinto muito, caro ouvinte, vai ter que ser na próxima…
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- Nossa! Só tem gente burra nessa cidade…
- Procê ver, menina.
- Mas essa é minha. Só pode ser minha…
- Credo… E se eles não te ligarem nunca?
- Vira essa boca pra lá, jacaré! Imagina… Quero o melhor pra quando eu casar com o Jorginho. Desse jeito teria que deixar a mãe dele fazer, e com aquele mau gosto… Deus que me livre!
- Eu heim…
- Pois é… mas eu tenho fé. Essa ligação é minha!
***
- Vamos pra última ligação de hoje, vamos ver se alguém leva o enxoval confeccionado pela dona Guilhermina. Coisa linda, ouvintes… E olha que tá chamando…
***
- Tá… Acho que tá…
- Tá tocando, mulher! Atende logo!
- Ai meu Deus! Eu não disse!? Eu não te disse!
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- Será que não tem ninguém? Mais três toques e vamos pro próximo número…
***
- Atende logo, mulher de Deus!!!
***
- Só mais um e…
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- DIFUSORA E AÇOUGUE DO ALMEIDINHA, UM SHOW PRO SEU CHURRASCO!!!
- Tati?
- Hã?
- Tati? Meu amor? É o Jorginho… O que foi que você disse? Difusora e não sei o que mais…
- Ah não Jorginho…
***
Soube-se que a Tati, após essa ligação e a perda do enxoval da dona Guilhermina, desmanchou o noivado com o Jorginho.
Por quê a Globo não fala de Olimpíadas e a Record ignora Avenida Brasil?
por Nícolas Vargas, editor-chefe da Nazco, diretor do Trolalá MTV, fazedor de conteúdo audiovisual, wébico e popular brasileiro
A Globo não fala das Olimpíadas, a Record não cita Avenida Brasil. Enquanto no resto do mundo dito civilizado, EUA especialmente, apresentadores de canais concorrentes citam e visitam-se mutuamente, por aqui, politicamente, é melhor não falar do “produto” do canal rival. Mesmo se tratando do maior torneio esportivo do planeta e da produção teledramatúrgica nacional mais impactante dos últimos 20 anos, respectivamente.
Quem ganha o quê com isso? Difícil precisar. Aqui da sala da minha casa observo que o espectador perde, uma vez que a prestação de serviço é claramente incompleta.
E sabe quando o espectador, em essência, perde se o assunto é televisão? Quando o espetáculo se esvazia. Qual a graça de torcer pro Corinthians se você não pode fazer piada com a cara do camarada que torce pro Palmeiras, e vice-versa? Nenhuma, creio eu. Imagina o Na Moral, do Bial, recebendo atletas pra falar de sexo na Vila Olímpica? Editorial em cima do lance. E as cenas da Carminha no Vale a Pena Ver Direito, do Legendários, com o Mion azucrinando? Faria sentido.
Podemos ir além e incluir a Adriana Esteves dando uma entrevista classuda no De Frente com Gabi, do SBT. Dá pra chutar o balde, vá lá, e colocar o Faustão participando da bancada do CQC, na Band.
Já pensou?
Se parar pra listar, as possibilidades beiram o infinito. Citei, inclusive, algumas periféricas pra dar uma noção da universalidade do que seria possível fazer se artistas e conteúdos não fossem vistos por aqui como produtos de despensa.
Mas desencana, por enquanto é assim: os executivos decidem, a gente finge que se diverte.
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Recentemente fizemos uma experiência no Trolalá MTV com Rafinha Bastos, do SNL, da Rede TV!, que gradualmente vem introduzindo com mais assiduidade a cultura dos crossovers entre emissoras aqui no Brasil, e foi bem legal.
Mira (e se diverte, espero):
Nazco em Londres: Mandeville
por Ligia Harada, correspondente da Nazco em Londres (ela mora lá,
)
Já conheceu o Mandeville?
Se ainda não teve o prazer, esse figura é um dos dois mascotes das Olimpíadas de Londres!
O país que terminou a construção do parque olímpico em tempo recorde e produz maravilhas da engenharia, agora nos presenteia com o irmão feio do Sonic! Tudo em harmonia com o irresistível estilo inglês do chinelo com meia!
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Leia mais:
O mundo e o universo em um vídeo irresistível
O universo e nosso querido e controverso planeta em um time lapse lindaço feito da Estação Espacial Internacional para lembrar que a vida é bem mais do que os deveres e conquistas. Deixa o mundo girar.
Nazco em Londres: Phonebox
por Ligia Harada, correspondente da Nazco em Londres (ela mora lá,
)
Hello, Joe?
Como as coisas andam por aqui?
Bom… Atolados em uma crise econômica monumental, tumultos, violência e saques nas ruas de Londres, Birmingham, Manchester e por ai vai a longa lista… Os Torys voltaram a liderar o governo e a Inglaterra continua péssima no futebol!
É… As coisas não mudaram muito.
Beijo no Sid!
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Entre diversos projetos idealizados para promover a cultura britânica durante as Olimpíadas de Londres, a BT Artbox consiste na reformulação do design icônico da cabine telefônica por artistas convidados. E no Brasil? Vale a transformação do saudoso orelhão?
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Leia mais:
Nazco em Londres: Countdown!
por Ligia Harada, correspondente da Nazco em Londres (ela mora lá,
)
Pois é kids, o ano é 2012 e nos foi prometido que coisas incríveis aconteceriam.
Para a decepção de muitos, o fim do mundo não chegou, mas em compensação tem esse relógio enorme ai para fazermos uma contagem regressiva.
Em 8 dias Londres recebe o maior evento esportivo do mundo. E daqui a 4 anos será a vez da cidade maravilha.
Então, se bater a vontade de saber o que os primos ingleses andam aprontando, antes e durante as Olimpíadas, de um alô, puxe uma cadeira, tome um chazinho e não se esqueça de trazer o guarda chuva.
Quem sabe a terra da rainha não resolve nos entreter com coisinhas bobas, inusitadas, interessantes ou ate mesmo engraçadas!
Cheerio!
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Fantasmas habitam meus CD’s
O capitalismo é um deserto sem limonada
No vídeo a seguir, “Fata Morgana“, o holandês Frodo Kuipers explica fófis e impecavelmente o vazio e angústia de nosso estilo de vida.
Casal se conhece após cinco anos juntos
A internet me contou que essa é a primeira vez que esse casal se encontra, após cinco anos trocando ideias e namorando via videogames, skype e webcams.
Tá escrito na descrição do vídeo:
“After meeting for the first time on a Halo 3 game lobby 5 years ago, we built a relationship as best friends for 3 years through video games, myspace to facebook, then finally skype. Once we talked “face to face” we hit it off as a couple from then on. Now we finally got to meet in person for the first time after dating for 2 years…
I live in Texas, he in Tennessee. We’re currently engaged as well.”
Cadê a Fernanda, porra!?
Por Nina Cerotto, pseudônimo de Luli Liebert, jornalista e aprendiz de escritora para textos com uma pitada de humor negro e alguns palavrões (mas nem sempre…)
Os comentários logo abaixo do vídeo do Daniel “perdi meu amor na balada” (ou seria da Casa 92? De algum site de relacionamento? Talvez um novo medicamento para ajudar na memória…hummm, fica a dica turma do marquetim!) são sensacionais.
A começar pelos das mulheres que já invejam a Fernanda sem nem saber se de fato a gata existe ou não (Acho que não!). Culpa do olhar apaixonado e da boa lábia de Daniel, que descreve a moça de uma maneira delicada, gostosa e tranquila.Também pudera, que mulher não gostaria de ouvir da boca de um bófe-delícia como Daniel que ela é linda, linda, linda!? (sic).
A mulherada amou a atitude de Daniel, verdadeira ou não. Até eu paguei um pau (mesmo não tendo um) pro guri. O sujeito tem carisma, é boa praça, pinta de galã. Manja aqueles carinhas criados com Leite tipo A? Daniel tem jeito de quem puxa a cadeira do restô para a gata se sentar, de quem dorme de conchinha, de quem lembra de todas as datas importantes. Tem um olhar malicioso de quem chega junto no melhor estilo “vem cá minha nêga!” e dá aquela bela encoxada quando se está distraída. Ah, Daniel…
Aposto que uma meia-dúzia de Fernandas o homenagearam na noite passada depois de assistir ao seu vídeo. Aliás, Robertas, Lucianas, Carlinhas e outras tantas também devem ter brincado com a mão lá embaixo imaginando o que aconteceu no quintal da casa do largo da batata. Tô só imaginando a fila de fofoletes que se formará na frente do club no próximo sábado só na expectativa de encontrar algum Daniel pela frente.
Confesso que fiquei com invejinha dessa sua ideia, Daniel. E não é porque eu não sou a Fernanda (sobre isso eu estou com uma certa dorzinha de cotovelo, o que é diferente!), mas pôxa, que vontade de encontrar um amor arrebatador assim que me faça ficar dias sem dormir, ilumina meu olhar e me deixa segura o suficiente para me expor e compartilhar com @everyone minhas emoções. Porra Daniel, isso tá me consumindo há dias…Te amo. Te odeio. Sorte com a Fernanda ou com qualquer intenção que exista por trás desse vídeo. Tá valendo!
*agradecimentos: Daniel Alcantara, Ricardo Malaspina e a agência por trás dessa ação!
Viaje pra dentro de seu próprio coração com Carla Morrison
Carla Morrison é a segunda pessoas mais fofa do mundo (a primeira é a Bico ♥). Fora isso, ela é de Tecate, Baja California, México, o que já bastaria pra despertar a curiosidade alheia sobre seu folk-pop-derretedor de corações.
Ouvir a Carla é comprometer parte importante de seu dia ao lembrar que suas tarefas são absolutamente sem sentido e que só o amor e a eternização daquela sensação deliciosa de estar passeando por algum lugar que você adora importam.
A vida é mais. E isso dói um tanto. Mas a Carla ajuda a remediar.
Não gosto de trabalhar
por Nícolas Vargas, editor-chefe da Nazco, diretor do Trolalá MTV, fazedor de conteúdo audiovisual, wébico e popular brasileiro
Eu não gosto de trabalhar tanto quanto você. Sério. E acho que esse é meu grande diferencial de mercado. Sabe aquele centroavante veterano que não tem a explosão muscular do passado, mas compensa com visão de jogo, corridas na hora certa, comando amigo, dedicação ao time, tapinhas camaradas na bunda e, óbvio, gols? É assim que gosto de me ver.
O Romário chegou a ser artilheiro do Brasileirão, em 2005, jogando assim, às 39 primaveras. O Baixinho meteu 22 gols naquele ano, com Morais(!) e Robson Luis(!!!) como companheiros de ataque. E o segredo pra isso foi não jogar pra torcida nem pra impressionar técnico, mas na base do conhecimento do jogo, no seu timing, convertendo na hora certa. Isso, claro, treinando o necessário, dosando, e indo menos pras noitadas.
Pra ser mais preciso, e totalmente honesto, pior que trabalhar é trabalhar à toa. Passar nove horas dentro de um lugar. Comer (e “descansar”) em 45 minutos. Passar quatro horas (ou mais) indo e vindo do trabalho. Elogiar projetos fadados à banalidade. Se reunir com gente jeca que vai diluir as boas ideias da bola vez (sempre tem alguém – ou “alguéns” – mais inspirado que o resto naquele ponto do espaço/tempo chamado reunião). Bajular gente medíocre que defende a mediocridade como um troféu.
Num documentário sobre os títulos italianos do Nápole na temporada 86/87, vi um dos meus grandes ídolos, Maradona, “el pibe de oro”, afirmando que o tempo que havia antes e depois do jogo era algo que ele literalmente matava (enquanto se matava, infelizmente), que demorava a passar, que tudo que importava eram os 90 minutos do jogo. Pois é. Treino é treino, e treino é chato, e jogo é jogo, e jogo é legal. Mas dá pra jogar sem treino? Pior: será que a vida precisa ser o jogo? Eu respondo com outra pergunta: “será que precisa treinar tanto?”.
Acho que perdemos o limite, como sociedade, entre o trabalho e a vida em si. Não há como a labuta e a intimidade não se misturarem, óbvio. Mas não existe razão pro trabalho ser um modo de vida. Trabalhar é parte significativa de viver, mas esses verbos não são sinônimos. Um tem que beber do outro, mas a gente tem que beber o máximo que der de ambos e não o contrário.
Vou resumir, pra fechar e não perder o alvo: temos que não trabalhar sempre que houver oportunidade.




































































































































